Compreender a endometriose e o seu impacto na fertilidade

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04 Ago 2025
Mãos a segurar um recorte em papel de um útero sobre um fundo cor-de-rosa, que representa a endometriose e o impacto na fertilidade feminina.

Endometriose e fertilidade: o que precisa de saber

A endometriose é uma condição crónica que afeta cerca de 1 em cada 10 mulheres durante os anos reprodutivos. 

É uma das causas mais comuns de problemas de fertilidade e, ainda assim, muitas mulheres esperam anos para pedir um diagnóstico.

Na Procriar, sabemos como pode ser frustrante e doloroso. É por isso que lhe trazemos informação clara e acessível, para que possa dar os próximos passos com mais confiança.

Neste guia, falamos com a Dra. Joana Mesquita Guimarães, diretora clínica da Procriar, para:

  • explicar o que é a endometriose
  • mostrar como pode afetar a fertilidade
  • e apresentar os tratamentos que podem ajudar

O que é a endometriose?

 Ilustração médica do sistema reprodutivo feminino a mostrar as áreas afetadas pela endometriose, incluindo o útero, os ovários e as trompas de Falópio.

A endometriose acontece quando um tecido semelhante ao revestimento do útero, chamado endométrio, cresce fora do útero.

O endométrio é o tecido que se forma todos os meses dentro do útero para preparar uma possível gravidez. Se a gravidez não acontece, esse revestimento é eliminado durante a menstruação. 

As mulheres com endometriose desenvolvem um tecido parecido com o endométrio nos ovários, nas trompas de Falópio, no intestino, na bexiga ou no pavimento pélvico.

A Dra. Guimarães explica este tecido comporta-se como o endométrio: cresce, fragmenta-se e sangra a cada ciclo.

 

Mas como não tem para onde sair, pode causar inflamação, dor, cicatrizes e, por vezes, quistos.”  

 

O que causa a endometriose?

Os médicos ainda não sabem ao certo o que causa a endometriose, mas existem algumas teorias que ajudam a explicar. Provavelmente não há uma única causa, mas sim a combinação de vários fatores.

Menstruação retrógrada

Uma das teorias mais aceites. Em vez de sair do corpo, o sangue menstrual flui em sentido inverso pelas trompas e chega à cavidade pélvica, o que pode permitir que as células semelhantes ao endométrio se fixem a órgãos pélvicos e cresçam.

Genética

A endometriose pode ser de família. Se a mãe, a irmã ou a avó tiveram, o risco pode ser maior, o que sugere uma ligação genética.

Alterações no sistema imunitário

Em algumas mulheres, o sistema imunitário não consegue reconhecer e eliminar o tecido semelhante ao endométrio fora do útero, o que facilita a sua implantação e crescimento.

Transformação das células

Algumas células da zona pélvica (como as que revestem o abdómen) podem transformar-se em células semelhantes às do endométrio, influenciadas por hormonas, inflamações ou outros fatores desconhecidos.

Segundo a Dra. Guimarães:

 

“Estas teorias ajudam a perceber como a endometriose pode começar, mas ainda é preciso mais investigação para compreender totalmente esta condição.”

 

Como a endometriose afeta a fertilidade

A endometriose é uma causa importante de infertilidade, que afeta cerca de 10% de todas as mulheres e cerca de metade das que têm dificuldades em engravidar. Pode:

  • criar uma inflamação que prejudica a interação entre o óvulo e os espermatozoides
  • danificar as trompas de Falópio ou os ovários
  • causar cicatrizes ou aderências que afetam o funcionamento dos órgãos reprodutivos
  • reduzir a qualidade dos óvulos, sobretudo quando existem quistos nos ovários causados pelo tecido endometrial desenvolvido nos ovários
  • tornar as relações sexuais dolorosas, o que pode levar a uma menor frequência de relações

Mas também há boas notícias: muitas mulheres com endometriose conseguem engravidar. Algumas de forma natural, outras com um tratamento de fertilidade.  Com o acompanhamento certo, é absolutamente possível engravidar.

 

Sintomas comuns da endometriose

A endometriose pode manifestar-se de forma diferente em cada pessoa. Alguns dos sintomas mais frequentes incluem:

  • Menstruações dolorosas, que, muitas vezes, começam antes do período e prolongam-se vários dias
  • Dor pélvica entre menstruações
  • Dor durante ou após as relações sexuais
  • Dor a ir à casa de banho, especialmente durante a menstruação
  • Inchaço abdominal e sensação de estômago pesado
  • Cansaço e falta de energia
  • Fluxo menstrual intenso ou hemorragias irregulares
  • Dificuldade em engravidar
  • Sintomas digestivos como diarreia, obstipação ou náuseas, sobretudo na altura do período

Se tem vários destes sintomas e está a tentar engravidar, é importante falar com um especialista.

Mulher sentada no sofá, a agarrar-se ao abdómen inferior com expressão de dor, a ilustrar sintomas de endometriose.

A endometriose pode ter impacto na fertilidade. Uma avaliação clínica pode ajudar a identificar as melhores opções de tratamento para si.

 

Como se diagnostica a endometriose?

Chegar a um diagnóstico de endometriose pode demorar algum tempo. Uma das razões é que muitos dos sintomas, como dor abdominal, inchaço ou alterações intestinais, podem confundir-se com outras condições, como a síndrome do intestino irritável (SII) ou doença inflamatória pélvica.

É por isso que é tão importante ouvir o seu corpo e insistir em procurar ajuda se algo não parece certo.

A Dra. Guimarães refere:

 

“Se suspeita que pode ter endometriose, não tenha receio de pedir exames ou um encaminhamento.  Realizar um diagnóstico precoce pode ajudar a controlar os sintomas e proteger a sua fertilidade.”

 

Como os médicos investigam:

Historial clínico e sintomas
O médico pergunta sobre o ciclo menstrual, níveis de dor e outros sintomas, e ainda há quanto tempo se manifestam e como afetam a sua vida diária.

Exame pélvico
Uma avaliação física em que o médico examina a zona pélvica para detetar alterações, quistos ou áreas dolorosas.

Ecografia ou ressonância magnética (RM)
Exames de imagem que permitem observar os órgãos reprodutivos. Podem revelar sinais de endometriose, como quistos nos ovários, mas nem sempre detetam tudo.

Laparoscopia
Uma cirurgia simples em que uma câmara é inserida através de uma pequena incisão abdominal. Permite verificar diretamente os tecidos e os sinais de endometriose.

É o único exame que confirma definitivamente a endometriose. Se for identificada, o médico pode remover ou tratar parte do tecido durante o mesmo procedimento.

As quatro fases da endometriose

Os médicos classificam a endometriose em quatro fases, da mínima à grave, de acordo com:   

  • a localização do tecido
  • a profundidade das lesões 
  • e a quantidade de cicatrizes formadas. 

Segundo a Dra. Guimarães:

“Estas fases ajudam os médicos a perceber o que está a acontecer no corpo, mas nem sempre correspondem à gravidade dos sintomas ou ao impacto na fertilidade.”  

 

As quatro fases são:

  • Fase I – Mínima
    Existem alguns focos de tecido endometrial fora do útero, normalmente superficiais,  localizados no revestimento pélvico ou perto dos ovários.
  • Fase II – Ligeira
    Há mais lesões do que na fase I e algumas são mais profundas Podem também existir pequenas aderências, faixas de tecido cicatricial que fazem os órgãos colarem-se entre si.
  • Fase III – Moderada
    O tecido endometrial é mais profundo e podem aparecer pequenos quistos nos ovários Também podem existir mais cicatrizes na zona pélvica.
  • Fase IV – Grave
    A fase mais avançada. É comum encontrar quistos grandes, aderências espessas e cicatrizes maiores. O tecido pode mesmo afetar outros órgãos, como a bexiga ou o intestino.

A fase da endometriose não corresponde necessariamente à intensidade dos sintomas ou às dificuldades em engravidar 

Algumas mulheres na fase I podem ter infertilidade, enquanto outras na fase IV conseguem engravidar sem problemas. Cada experiência é diferente, por isso o mais importante é falar com o seu médico sobre a sua situação específica. 

Tratamentos de fertilidade para a endometriose

A Dra. Guimarães refere:

“Se tem endometriose e está a tentar engravidar, o tratamento certo vai depender dos seus sintomas, da idade e de há quanto tempo procura engravidar.”

 

Algumas mulheres conseguem engravidar naturalmente, mas outras precisam de apoio médico, e é aqui que uma clínica de fertilidade pode fazer a diferença. 

Na Procriar, olhamos para o quadro completo.  Avaliamos o seu historial, os seus objetivos e de que forma a endometriose está a afetar a sua fertilidade. Depois, criamos um plano personalizado para maximizar as hipóteses de gravidez.

As opções mais comuns são:

Medicação

Os tratamentos hormonais (como a pílula, adesivo ou injeções para suprimir o estrogénio) podem ser usados durante alguns meses antes de iniciar um tratamento de fertilidade. O objetivo é:

  • reduzir a atividade da endometriose
  • diminuir a inflamação pélvica
  • diminuir lesões ou quistos
  • e criar um ambiente mais favorável à gravidez

Este processo chama-se pré-tratamento.

Por exemplo:

  • O seu médico pode recomendar um contracetivo, um agonista GnRH ou outra terapia hormonal durante 1 a 3 meses.
  • Depois, a medicação é interrompida e inicia-se o tratamento de fertilidade ativo, como indução da ovulação, IIU ou transferência embrionária (na FIV).

O objetivo é “acalmar” a endometriose antes de tentar implantar um embrião ou engravidar. Após esta fase, algumas mulheres conseguem engravidar naturalmente, enquanto outras podem ainda precisar de cirurgia ou de tratamentos de fertilidade.

Cirurgia

Em alguns casos, a laparoscopia pode ajudar. É uma cirurgia minimamente invasiva que remove ou destrói tecido endometrial. Pode aliviar a dor e, em fases ligeiras a moderadas, aumentar as hipóteses de uma gravidez natural. 

Cirurgiões a realizar uma laparoscopia, um procedimento usado para diagnosticar e tratar a endometriose.

Tratamentos de fertilidade

Quando a gravidez não acontece de forma natural, podem ser recomendadas opções como:

  • Indução da ovulação:  recurso a medicamentos que estimulam os ovários a libertar óvulos no momento certo.
  • IIU (inseminação intrauterina): indicada em casos ligeiros, sobretudo se as trompas de Falópio estiverem desobstruídas e o sémen do parceiro for saudável.
  • FIV (fertilização in vitro): recomendada em casos mais avançados ou quando a cirurgia não trouxe resultados positivos. A FIV contorna muitas das barreiras criadas pela endometriose, ao fertilizar o óvulo no laboratório e transferir o embrião diretamente para o útero.

Mitos comuns sobre a endometriose

A endometriose continua a ser mal compreendida, o que pode atrasar o diagnóstico, gerar frustração e impedir que muitas mulheres recebam a ajuda de que precisam Estes são alguns dos mitos mais comuns e os factos que os desmentem:

“É só uma dor menstrual forte.” 

É muito mais do que isso. As cólicas menstruais são comuns, mas a dor da endometriose vai além do normal. Pode começar antes da menstruação, prolongar-se vários dias e, por vezes, surgir mesmo fora desse período. A dor pélvica intensa não é uma parte normal do ciclo menstrual. Explica a Dra. Guimarães:

A dor da endometriose pode afetar todo o ciclo, não apenas o período. É muitas vezes mais profunda, prolongada e incapacitante.

 

Desde cedo, muitas raparigas ouvem que a dor menstrual “faz parte de ser mulher”. É tão comum, que faz com que muitas mulheres duvidem dos próprios sintomas Mas a verdade é que qualquer dor que interfere com a vida diária não é normal.

Se a dor a impede de trabalhar, estudar, dormir ou realizar tarefas do dia a dia, pode ser sinal de endometriose. A endometriose é uma condição em que tecido semelhante ao do revestimento do útero cresce onde não é suposto, como nos ovários, no intestino ou na parede pélvica. Isto pode causar inflamação, cicatrizes e dor intensa. Diz a Dra. Guimarães:

A dor pélvica intensa não é uma parte normal do ciclo menstrual.

 

“Só mulheres mais velhas têm endometriose.”

Falso. A endometriose pode afetar adolescentes e mulheres jovens, até mesmo pouco tempo depois da primeira menstruação Muitas vezes é desvalorizada porque os sintomas são vistos como normais nessa idade.

“Se os exames não mostram nada, não é endometriose.”

Nem sempre. A endometriose pode ser difícil de detetar. Muitas vezes, não aparece em ecografias ou análises. A única forma de confirmar é através de uma laparoscopia, uma pequena cirurgia que permite observar diretamente o interior do abdómen. Explica a Dra. Guimarães:

São os sintomas que guiam o diagnóstico. Só porque os exames de imagiologia apresentam resultados normais, não significa que não haja endometriose.

 

“Mulheres com endometriose não conseguem engravidar.”

Algumas mulheres enfrentam dificuldades, mas muitas conseguem ter gravidezes saudáveis, com ou sem tratamento. Tratar a doença cedo pode ajudar a melhorar as hipóteses de engravidar no futuro.

“Vai precisar sempre de várias cirurgias.”

A cirurgia não é obrigatória nem deve ser repetida constantemente. Em muitos casos, os sintomas podem ser controlados com terapias hormonais ou outros tratamentos não cirúrgicos. Explica a Dra. Guimarães.  

Usamos a cirurgia quando faz sentido, mas não é a única ferramenta. Muitas vezes, controlamos os sintomas com medicação que reduz os níveis de estrogénio, travando o crescimento do tecido endometrial.

 

“Se não tratar, a doença só pode piorar.”

Nem sempre. A progressão da endometriose varia. Algumas mulheres têm muita dor com pouca extensão de tecido, outras têm lesões extensas e quase não sentem sintomas. Se não estiver a afetar a sua qualidade de vida ou a sua fertilidade, pode não ser necessário intervir de imediato. 

Em resumo:
Se sente dor, passa dificuldades com o período ou sente que os seus sintomas estão a ser desvalorizados, fale com alguém. Não precisa de enfrentar esta situação sozinha. O primeiro passo é reconhecer que o que está a sentir é real e merece atenção. 

Perguntas frequentes sobre a endometriose 

A gravidez melhora a endometriose?

Algumas mulheres notam alívio dos sintomas durante a gravidez, devido às alterações hormonais, especialmente o aumento da progesterona. Mas este alívio é temporário: os sintomas tendem a regressar após o parto ou quando o ciclo menstrual recomeça.

Como posso gerir a endometriose enquanto tento engravidar?

Muitas vezes, a abordagem mais eficaz é combinar o seguinte:

  • Cirurgia para remover ou reduzir o tecido endometrial 
  • Tratamentos de fertilidade como a FIV ou a indução da ovulação

Algumas pequenas mudanças no estilo de vida, como exercício físico regular, gestão do stress e uma alimentação anti-inflamatória, também podem ajudar o corpo a sentir-se mais equilibrado.   

A endometriose é genética?

Não é considerada apenas genética, mas a investigação mostra que tende a ser comum haver historial familiar. Se a sua mãe, irmã ou outra familiar próxima tiver endometriose, o risco é mais elevado.

O que se sabe atualmente:   

  • Risco familiar: Estudos mostram que mulheres com familiares de primeiro grau (mãe, irmã, filha) com endometriose têm uma probabilidade 6 a 10 vezes maior de a desenvolver.   
  • Vários genes envolvidos: Não existe um único gene da endometriose.  Parece ser uma doença poligénica, em que variações em vários genes ligados à inflamação, função imunitária e regulação hormonal podem contribuir.
  • Fatores ambientais e hormonais: A genética interage com fatores não genéticos, como menstruação retrógrada, resposta imunitária, exposição a químicos e desequilíbrios hormonais.
  • Não é inevitável: Ter historial familiar aumenta o risco, mas muitas mulheres geneticamente predispostas nunca desenvolvem a doença.   

A endometriose é uma doença autoimune?

Não oficialmente. A endometriose não está classificada como doença autoimune, mas muitos investigadores acreditam que o sistema imunitário desempenha um papel importante no modo como a condição se desenvolve e se comporta. 

Dar à luz cura a endometriose?

Não. Algumas mulheres sentem alívio temporário após o parto, mas a endometriose quase sempre regressa quando os períodos voltam. Se os sintomas persistirem ou piorarem, pode ser necessário tratamento, mesmo depois de já ter a sua família criada.

Existem alimentos que ajudam nos sintomas da endometriose?

A alimentação não cura a endometriose, mas muitas mulheres sentem que os sintomas ficam mais fáceis de gerir com alguns ajustes na dieta. Pode experimentar:   

  • Adicionar: vegetais de folhas verdes, peixes gordos, cereais integrais, frutos vermelhos, frutos secos   
  • Reduzir: carne vermelha, alimentos processados, álcool, cafeína   

Beber bastante água e praticar exercício físico regular também contribui para o bem-estar geral e da fertilidade. 

A endometriose é considerada uma deficiência?

Em alguns países, casos graves de endometriose são reconhecidos como incapacidade, sobretudo quando afetam a capacidade de trabalhar ou de viver sem dor. Se os sintomas estão a limitar o seu dia a dia, fale com o seu médico e informe-se sobre os seus direitos. 

A endometriose pode causar cancro?

A endometriose não é cancro e raramente evolui para doença oncológica. Em casos muito raros, algumas mulheres com endometriose podem desenvolver certos tipos de cancro do ovário, mas o risco global é baixo. 

Como é a dor da endometriose?

A dor varia muito de mulher para mulher. Algumas descrevem-na como pontadas agudas, outras como uma dor profunda na região lombar, pélvica ou abdominal. Pode surgir durante a menstruação, nas relações sexuais, quando vai à casa de banho, ou em qualquer altura do ciclo menstrual. Para algumas mulheres, é constante e exaustiva, para outras, vai e vem.

A endometriose pode desaparecer?

A endometriose raramente desaparece sozinha. Os sintomas podem atenuar-se durante a gravidez ou a menopausa, mas a condição é crónica e, normalmente, precisa de acompanhamento médico. No entanto, com o tratamento adequado, muitas mulheres conseguem viver de forma plena e ativa. 

Quando procurar uma clínica de fertilidade 

Se está a tentar engravidar e tem sintomas de endometriose, como menstruações dolorosas, dor pélvica frequente ou quistos já identificados, não espere. Não é necessário aguardar 6 ou 12 meses de tentativas antes de procurar ajuda. 

Segundo a Dra. Guimarães:

“Se tem sintomas de endometriose e deseja engravidar, o ideal é falar com um especialista em fertilidade o mais cedo possível. Não precisa de esperar um ano inteiro. Procurar apoio cedo pode proteger a sua fertilidade e aumentar as hipóteses de gravidez.”  

Na Procriar, oferecemos acompanhamento especializado, exames de diagnóstico e planos personalizados. Quer precise de cirurgia, de FIV ou de outro tipo de tratamento, estamos prontos para a ajudar a dar o próximo passo. 

Entre em contacto connosco e marque a sua consulta. Estamos aqui para lhe dar apoio.