Ano novo: será a criopreservação de óvulos a opção certa para si?

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06 Jan 2026
Técnico de laboratório com óvulos congelados num recipiente de armazenamento criogénico, no âmbito da criopreservação de óvulos e da preservação da fertilidade.

O início de um novo ano costuma trazer reflexões sobre o futuro. Planos de carreira, relações, viagens e, para muitas mulheres, questões relacionadas com a fertilidade.

A criopreservação de óvulos é uma das opções que algumas mulheres consideram quando a gravidez não faz parte dos planos imediatos, mas querem manter possibilidades para mais tarde. Este procedimento permite congelar óvulos numa idade mais jovem para eventual utilização futura.

Se está a planear o ano de 2026 e a questionar-se se a criopreservação de óvulos poderá fazer sentido para si, este artigo explica em que consiste o processo, quanto tempo demora e em que situações pode valer a pena.

 

O que é a criopreservação de óvulos?

A criopreservação de óvulos é um tratamento de preservação da fertilidade. Permite congelar e armazenar óvulos agora, para que possam ser utilizados no futuro, caso assim o deseje.

Os óvulos são:

  • Recolhidos dos ovários
  • Congelados através de um processo chamado vitrificação
  • Armazenados de forma segura até serem necessário.

Se decidir utilizá-los mais tarde, os óvulos são descongelados, fecundados em laboratório e transferidos sob a forma de embriões através de um tratamento de FIV.

A Dra. Joana Mesquita Guimarães, Diretora Clínica da Procriar, explica:

 

“A criopreservação de óvulos permite às mulheres utilizar óvulos recolhidos numa idade mais jovem, no futuro.  Trata-se de preservar potencial, não de prever resultados.”

 

Porque é que a idade importa para os óvulos (e porque é diferente no caso do sémen)

Ilustração que mostra espermatozoides a deslocarem-se em direção a um óvulo, representando a fecundação no âmbito de um tratamento de FIV e da preservação da fertilidade.

 

A criopreservação de óvulos existe porque os óvulos e os espermatozoides não envelhecem da mesma forma.

As mulheres nascem com todos os óvulos que vão ter ao longo da vida. Com o passar do tempo, tanto o número como a qualidade dos óvulos diminuem gradualmente. Este processo biológico é normal e acontece mesmo em mulheres saudáveis.

À medida que os óvulos envelhecem, aumenta a probabilidade de:

  • Terem dificuldade em fecundar
  • Deixarem de se desenvolver após a fecundação
  • Apresentarem alterações cromossómicas que afetam o desenvolvimento embrionário

Criopreservar os óvulos numa idade mais jovem preserva-os naquele momento específico. Estes óvulos não continuam a envelhecer enquanto estão congelados. A Dra. Joana Guimarães explica:

“A criopreservação permite preservar os óvulos tal como estão hoje, e não como poderão estar no futuro. Não trava o envelhecimento, mas coloca-o em pausa para estes óvulos.”

Porque os homens não criopreservam os espermatozoides

Os espermatozoides são diferentes.

Os homens produzem espermatozoides continuamente ao longo da vida adulta. Embora a qualidade dos espermatozoides possa variar com a idade, não existe um declínio previsível semelhante ao dos óvulos.

Além disso, os espermatozoides são:

  • Mais fáceis de recolher
  • Mais simples de criopreservar
  • Menos afetados pelo tempo quando armazenados

Por isso, a criopreservação de espermatozoides costuma ser realizada por motivos médicos específicos, como antes de tratamentos oncológicos, e não como uma estratégia de planeamento de rotina.

A criopreservação de óvulos existe porque a fertilidade feminina segue uma linha cronológica biológica diferente.

O que isto significa na prática

A criopreservação de óvulos não melhora a fertilidade. O objetivo é preservar o estado atual da fertilidade.

Congelar os óvulos mais cedo permite:

  • Maior probabilidade de sobrevivência dos óvulos após a descongelação
  • Melhor potencial de fecundação
  • Maior probabilidade de desenvolvimento embrionário

No entanto, não elimina toda a incerteza. Como refere a Dra. Joana Guimarães:

 

“Entender como funciona a biologia ajuda as mulheres a tomar decisões informadas. Mas, embora a criopreservação possa ser útil, não é uma garantia.”

 

Porque as mulheres ponderam a criopreservação de óvulos

Especialista em fertilidade em consulta com uma paciente para discutir a criopreservação de óvulos, a preservação da fertilidade e opções de tratamento para o futuro.

Várias mulheres procuram a Procriar por motivos muito diferentes. Não existe um perfil único.

  • Algumas estão focadas na carreira ou nos estudos.
  • Outras ainda não encontraram o parceiro certo.
  • Algumas estão numa relação, mas não se sentem prontas para serem mães.
  • Outras não têm a certeza se querem ter filhos.

Muitas vezes, a criopreservação de óvulos não serve para tomar uma decisão definitiva, mas sim para ganhar tempo e espaço para decidir mais tarde.

 

Qual é a idade certa para criopreservar óvulos?

A idade tem um papel importante, porque a quantidade e a qualidade dos óvulos mudam ao longo do tempo.

De forma geral:

  • A qualidade dos óvulos é mais elevada entre os 20 e os 35 anos
  • A fertilidade começa a diminuir de forma mais acentuada após os 35 anos
  • Os óvulos criopreservados mais cedo tendem a ter maior potencial no futuro

Ainda assim, não existe uma idade “certa” universal. Como refere a Dra. Joana Guimarães:

 

“O mais importante é compreender o que a criopreservação pode oferecer de forma realista na sua idade. Essa conversa é mais relevante do que um número específico.”

 

O que a criopreservação de óvulos pode e não pode fazer

A criopreservação de óvulos pode preservá-los tal como estão hoje para serem usados no futuro. Pode trazer flexibilidade a mulheres que, por algum motivo, não estão prontas para engravidar neste momento.

O que a criopreservação de óvulos consegue fazer:

  • Preservar os óvulos tal como estão hoje, sem que envelheçam
  • Aumentar a possibilidade de utilizar óvulos mais jovens no futuro
  • Dar mais tempo para tomar decisões sem pressão imediata
  • Oferecer a algumas mulheres a possibilidade de tentar engravidar mais tarde com óvulos próprios, em vez de utilizar óvulos de uma dadora

O que a criopreservação de óvulos não consegue fazer:

  • Garantir uma gravidez futura
  • Reverter o envelhecimento natural
  • Evitar a necessidade de FIV quando os óvulos forem utilizados
  • Substituir fatores como a saúde geral e condições do útero

A Dra. Joana Guimarães salienta:

“A criopreservação é uma opção útil para algumas mulheres, mas é necessário entender os seus limites. O nosso objetivo é apoiar decisões informadas e realistas.”

 

A criopreservação de óvulos deve ser entendida como uma opção, não como uma solução para todas as preocupações do âmbito da fertilidade.

 

O que acontece numa consulta para a criopreservação de óvulos?

A consulta na Procriar é sobretudo informativa.

Não existe qualquer obrigação de avançar para o tratamento.

Durante a consulta, o especialista irá:

  • Rever o seu historial médico e reprodutivo
  • Falar sobre o seu ciclo menstrual
  • Explicar o impacto da idade na quantidade e qualidade dos óvulos
  • Recomendar os exames de fertilidade adequado
  • Explicar como a criopreservação poderá funcionar no seu caso específico

Algumas mulheres decidem esperar. Outras sentem-se mais seguras para avançar. Ambas as decisões são válidas.

 

Como funciona a criopreservação de óvulos?

Paciente a repousar numa cama hospitalar enquanto a equipa da clínica de fertilidade presta cuidados após a recolha de óvulos, no âmbito de um tratamento de fertilidade.

Apesar de parecer complexa, a criopreservação de óvulos é um processo médico simples ao qual várias mulheres recorrem todos os anos. Normalmente, o tratamento dura algumas semanas e, para a maioria das mulheres, é compatível com a vida diária.

Veja o seguinte guia passo a passo do processo de criopreservação de óvulos, desde o início do tratamento até ao armazenamento e utilização futura, para que saiba o que esperar em cada fase.

Passo 1: Estimulação hormonal (8 a 12 dias)

Durante cerca de 8 a 12 dias, são administrados medicamentos hormonais para estimular a ovulação de vários óvulos no mesmo ciclo, em vez de apenas um.

Passo 2: Monitorização

A resposta aos medicamentos é acompanhada com ecografias e análises ao sangue, permitindo ajustar a medicação e definir o momento ideal da recolha dos óvulos.

Passo 3: Recolha dos óvulos

Quando os folículos atingem o tamanho adequado, os óvulos são recolhidos num procedimento curto, sob anestesia. A alta é no próprio dia.

Passo 4: Preparação laboratorial e criopreservação

Após a recolha, os óvulos são avaliados em laboratório. Os óvulos maduros são congelados por vitrificação e armazenados a temperaturas extremamente baixas.

Passo 5: Armazenamento

Os óvulos são identificados e armazenados de forma segura. Em Portugal, os óvulos podem ser armazenados e utilizados até ao dia anterior a completar 50 anos, de acordo com a legislação em vigor.

Passo 6: Descongelação e fecundação

Se decidir utilizar os seus próprios óvulos preservados no futuro, serão descongelados em laboratório. Cada óvulo é fecundado através da injeção de um único espermatozoide.

Passo 7: Transferência embrionária

Os embriões desenvolvem-se em laboratório durante cerca de cinco dias. Um ou dois embriões são, então, transferidos para o útero através de um procedimento de FIV. Os embriões considerados aptos que não forem utilizados podem ser criopreservados para o futuro.

 

Que exames são necessários antes de criopreservar os óvulos?

Mão, com luva calçada, a segurar em tubos de amostras de sangue durante as análises hormonais, no âmbito da avaliação da fertilidade e da preparação para a criopreservação de óvulos.

Antes de iniciar o tratamento, são recomendados alguns exames de fertilidade. A maioria pode ser realizada num único ciclo menstrual.

Os exames incluem:

  • Análises hormonais ao sangue, para avaliar o funcionamento dos ovários
  • Ecografia aos ovários, para observar o número de folículos e a estrutura
  • Avaliação da reserva ovárica, para estimar o número de óvulos que poderão estar disponíveis
  • Exames gerais de saúde, para garantir que é seguro prosseguir com o tratamento

Estes exames ajudam o médico a entender:

  • Quantos óvulos poderão ser recolhidos num ciclo
  • A probabilidade dos ovários responderem à medicação de estimulação
  • Se um ciclo poderá ser suficiente ou se vale a pena considerar mais de um ciclo

Estes exames ajudam a definir expectativas realistas e a personalizar o seu plano de tratamento.

 

Quantos óvulos devo preservar?

Não existe um número único que garanta uma gravidez.  As recomendações são sempre individualizadas e dependem de fatores médicos e de objetivos pessoais.

É igualmente importante entender que nem todos os óvulos recolhidos darão origem a um embrião. Em cada fase do processo, os números diminuem naturalmente. Alguns óvulos podem não sobreviver ao processo de criopreservação e descongelamento, outros podem não fecundar, e nem todos os embriões se desenvolvem. Isto faz parte do tratamento e explica porque o número de óvulos é relevante.

O número de óvulos que o seu especialista poderá recomendar depende de vários fatores:

  • A sua idade no momento da criopreservação, uma vez que a qualidade dos óvulos se altera ao longo do tempo
  • A qualidade dos óvulos e a reserva ovárica, que influenciam o seu desenvolvimento
  • Os seus planos a longo prazo, como o desejo de ter um filho ou mais

Com base em dados publicados e em experiência clínica, os especialistas recorrem frequentemente a estimativas gerais para orientar a conversa com as pacientes. Por exemplo:

  • Menos de 38 anos: a criopreservação de cerca de 15 a 20 óvulos maduros está associada a uma probabilidade estimada de 70 a 80% de obter pelo menos um nado-vivo
  • Entre os 38 e os 40 anos: a criopreservação de cerca de 25 a 30 óvulos maduros está associada a uma probabilidade estimada de 65 a 75% de obter pelo menos um nado-vivo

Estes valores baseiam-se em estudos populacionais e servem apenas como orientação, não como previsões. Os resultados variam de pessoa para pessoa e nenhum número de óvulos garante o sucesso do tratamento.

Algumas mulheres atingem estes valores num único ciclo.  Outras optam por realizar mais do que um ciclo para aumentar o número de óvulos criopreservados e, consequentemente, as opções disponíveis no futuro. Como refere a Dra. Joana Guimarães:

 

“O nosso papel é ajudar as pacientes a compreender os dados à luz da sua situação individual. Não prometemos resultados, apoiamos decisões informadas e realistas.”

 

 

E se os óvulos criopreservados não resultarem numa gravidez mais tarde?

É natural questionar o que acontece se os óvulos preservados não resultarem numa gravidez, sobretudo quando são utilizados após os 40 anos.

A criopreservação de óvulos aumenta as opções, mas não elimina toda a incerteza. Alguns óvulos podem não sobreviver à descongelação, outros podem não fecundar, e nem todos os embriões se desenvolvem ou implantam. Isto pode acontecer mesmo quando preservando os óvulos numa idade mais jovem.

Se os óvulos criopreservados não resultarem numa gravidez, existem ainda alternativas a considerar. O caminho mais adequado depende da sua situação médica, preferências pessoais e objetivos.

Utilização de óvulos de uma dadora

Uma das opções é o tratamento com óvulos de uma dadora. Os óvulos doados provêm de dadoras mais jovens e apresentam, em geral, taxas de sucesso mais elevadas, especialmente em mulheres na casa dos 40 anos. Para algumas pessoas, esta pode ser uma via mais fácil para a gravidez quando a utilização dos próprios óvulos já não é viável.

FIV com óvulos da idade atual

Em alguns casos, pode ainda ser possível tentar um tratamento de FIV com óvulos recolhidos na idade atual. Esta opção depende da reserva ovárica, da qualidade dos óvulos e da saúde geral, e as taxas de sucesso variam.

 

“Parte do nosso papel é ajudar as pacientes a compreender todas as opções disponíveis, incluindo os passos seguintes quando um tratamento não resulta”, refere a Dra. Joana Guimarães.

 

 

Olhar para o futuro

A criopreservação de óvulos, hoje em dia, é um procedimento bem estabelecido e amplamente utilizado por mulheres que querem planear o futuro quando a gravidez não é o passo certo no momento atual. Tornou-se uma opção prática para quem valoriza flexibilidade e decisões informadas.

Embora não garanta a gravidez, a criopreservação pode ser um passo proativo para preservar a possibilidade de utilizar óvulos mais jovens no futuro. Para muitas mulheres, esse conhecimento por si só reduz a pressão e permite focar-se noutras áreas da vida com maior tranquilidade.

Na Procriar, focamo-nos na informação clara, no acompanhamento personalizado e numa orientação realista. Quer decida avançar com a criopreservação de óvulos, quer queira apenas compreender melhor a sua fertilidade, explorar as opções disponíveis é, por si só, um passo positivo.

 

 

Perguntas frequentes sobre criopreservação de óvulos

A criopreservação de óvulos garante uma gravidez no futuro?
Não. A criopreservação de óvulos não garante uma gravidez.

Embora possa aumentar a probabilidade de utilizar óvulos mais jovens no futuro, o sucesso depende de vários fatores, incluindo:

  • A idade no momento da criopreservação
  • O número de óvulos preservados
  • A sobrevivência dos óvulos após a descongelação
  • A fecundação e o desenvolvimento embrionário em laboratório
  • A saúde do útero no momento da transferência embrionária

A criopreservação deve ser entendida como uma forma de preservar possibilidades, não certezas. Pode ser uma opção útil, mas não elimina toda a incerteza em torno da fertilidade no futuro.

A criopreservação de óvulos esgota os meus óvulos ou provoca menopausa precoce?

Não. A criopreservação de óvulos não esgota os óvulos nem provoca menopausa precoce.

Em cada ciclo menstrual, os ovários preparam naturalmente vários óvulos. Num ciclo normal, apenas um é ovulado e os restantes perdem-se. Durante a criopreservação, a medicação permite que mais óvulos, que de outra forma seriam perdidos nesse ciclo, amadureçam e sejam recolhidos.

O tratamento não acelera a perda de óvulos, não reduz a reserva ovárica total e não antecipa a menopausa.

Após o tratamento, os ovários continuam a funcionar normalmente e o ciclo menstrual retoma o seu curso habitual.

Durante quanto tempo podem os óvulos criopreservados ser armazenados?

De acordo com a legislação portuguesa, os óvulos podem ser armazenados em períodos renováveis de cinco anos e os embriões criados a partir desses óvulos podem ser utilizados até ao dia anterior aos 50 anos de idade.

Quando podem ser utilizados os óvulos criopreservados?

Os óvulos criopreservados podem ser utilizados se e quando decidir. Não existe qualquer obrigação de os usar.

Podem ser utilizados:

  • Com um parceiro futuro
  • Com espermatozoides de um dador
  • Após tentativas de gravidez natural
  • No contexto de um tratamento de FIV mais tarde

Algumas mulheres nunca utilizam os seus óvulos congelados, outras valorizam muito a possibilidade de os ter como opção. A criopreservação serve para preservar escolhas, não para se comprometer com um caminho específico.

A criopreservação de óvulos é dolorosa?

A maioria das mulheres descreve o processo como tolerável. As injeções hormonais podem causar inchaço ou algum desconforto temporário e algumas mulheres sentem cólicas ligeiras após a recolha dos óvulos.  O procedimento é realizado sob anestesia e, regra geral, o regresso às atividades normais acontece em um ou dois dias.

Quanto tempo demora o processo de criopreservação de óvulos?

Um ciclo de criopreservação dura, em média, entre 2 e 6 semanas, desde o início até à recolha dos óvulos, incluindo a preparação, estimulação hormonal, consultas de acompanhamento e recolha de óvulos. O tempo exato pode variar ligeiramente de pessoa para pessoa.

A criopreservação de óvulos afeta as hormonas a longo prazo?

Não. A medicação utilizada aumenta temporariamente os níveis hormonais, mas regressam ao normal após o fim do ciclo.  O tratamento não afeta o equilíbrio hormonal a longo prazo nem utiliza óvulos futuros.

Posso trabalhar e fazer exercício durante o tratamento?

A maioria das mulheres continua a trabalhar durante o tratamento. A atividade física ligeira a moderada é geralmente permitida, mas o exercício de alto impacto costuma ser desaconselhado durante a fase de estimulação, para proteger os ovários. O seu especialista dará indicações específicas consoante a sua resposta ao tratamento.

Preciso de mais do que um ciclo de criopreservação?

Algumas mulheres conseguem preservar um número adequado de óvulos num único ciclo. Outras optam por realizar mais do que um ciclo para aumentar o número de óvulos armazenados. Esta decisão depende da idade, da reserva ovárica, da resposta à medicação e dos objetivos pessoais.

O que acontece se decidir não utilizar os meus óvulos criopreservados?

Se optar por não utilizar os óvulos, pode continuar a armazená-los a longo prazo, com o pagamento da taxa de armazenamento correspondente a cada período renovável de cinco anos. Se decidir deixar de os armazenar, poderá optar pela sua destruição ou, mediante consentimento informado, pela sua utilização para investigação.